6 estratégias para gerir a procrastinação

Já escrevi anteriormente sobre a procrastinação, porque é muito fácil cair nela sem dar por isso (veja o meu artigo O que é a procrastinação e porque o fazemos?). Como acontece com a maioria das coisas na vida que não são consideradas boas para nós, em pequenas doses não faz mal (todos o fazemos, certo?), mas, se o fizer de forma consistente, pode interferir com os seus objetivos de vida, com o seu sentido de propósito (porque não está a perseguir aquilo que realmente quer) e, consequentemente, com a sua satisfação com a vida.
Neste artigo, quero partilhar algumas estratégias que pode pôr em prática para que a procrastinação não se torne crónica e surja apenas «na justa medida» (como quando faz uma pausa na sua agenda preenchida). Aqui ficam seis estratégias para gerir a procrastinação:
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Reconheça as emoções desconfortáveis que a tarefa que tem de fazer está a despertar. Talvez sinta que está fora da sua zona de conforto e a tarefa esteja a despertar ansiedade, medo de falhar ou inseguranças. É normal ter estas emoções. Ou talvez a tarefa lhe pareça uma obrigação aborrecida e esteja a despertar tédio. Ter consciência de que a sua procrastinação é uma forma que a sua mente encontrou para evitar essas emoções desconfortáveis pode ser, por si só, muito útil. O passo seguinte é, naturalmente, dar espaço a essas emoções, para que as suas ações não sejam guiadas pelas emoções ou pelo estado de espírito do momento, mas sim pelos seus valores, o que me leva ao ponto seguinte…
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Ligue-se aos seus valores e tenha muito claro (na sua mente) porque quer fazer determinada tarefa ou atividade. Vai contribuir para a sua carreira, para as suas relações, para a sua saúde ou para o seu bem-estar? Ou vai contribuir, de alguma forma, para o bem-estar de outras pessoas? Quando se liga aos seus valores (por exemplo, cuidar da minha saúde, ajudar os outros, etc.), torna-se claríssimo que, na verdade, quer fazer esta tarefa (preencha o espaço em branco), porque é importante e significativa para si, e não por um sentido de obrigação.
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Não espere que a motivação chegue; lembre-se antes de que a ação vem antes da motivação. Por outras palavras, não precisa de sentir motivação para conseguir fazer alguma coisa, e é mais provável que a motivação surja depois de começar (está a ver? Primeiro a ação, a motivação vem depois).
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Tenha uma lista de objetivos ou tarefas claros e exequíveis que quer cumprir e, depois, defina prioridades. Aqui há diferentes critérios, e não há necessariamente uma forma melhor ou pior: pode começar pelo «pior primeiro», para o tirar do caminho, ou, pelo contrário, começar pelo «mais fácil primeiro» e avançar depois para as tarefas (percebidas como) mais difíceis. A escolha é sua! O importante é começar porque, como referi, é provável que a motivação apareça depois de começar. Por isso, comprometer-se com «só 5 minutos» pode ser uma forma fácil de o fazer (ainda faço isso quando se trata da minha prática de meditação!)
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Registe as suas conquistas e recompense-se pelos passos (pequenos e grandes) que deu em direção aos seus objetivos. Acompanhar aquilo que já alcançou vai dar-lhe uma sensação de realização, e isso, por si só, pode ser muito gratificante. Por exemplo, se conseguiu começar a fazer exercício (depois de o adiar durante algum tempo) e reparou que está mais em forma, isso funcionará como uma recompensa (o termo mais técnico é «reforço positivo» — uma consequência positiva que se segue às suas ações). Outras vezes, porém, a recompensa pode ser externa (por exemplo, um elogio de alguém), um mimo ou presente que se oferece deliberadamente (por exemplo, uma massagem profissional) ou simplesmente algumas palavras gentis para consigo (por exemplo, «Fizeste mesmo um bom trabalho»; «Tenho orgulho em ti»; «Continua assim»).
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Aprenda a estabelecer limites saudáveis e a comunicá-los com clareza, recorrendo a competências de assertividade. Isto é importante porque, se tem dificuldade em «dizer não» ou tendência para agradar constantemente aos outros (à custa do seu tempo ou da sua saúde), é mais provável que os pedidos dos outros, que não conseguiu recusar com delicadeza, acabem por se tornar excessivos. Quando comunica de forma assertiva (ou seja, quando consegue exprimir as suas opiniões com confiança ou dizer não), os outros tendem a respeitar a sua posição, porque sabem com o que contam. (Se quiser ler mais sobre competências de assertividade, leia o meu outro artigo aqui.)
Espero que estas dicas sejam úteis! Diga-me como correu.
